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Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Atualizado: 21 de jun. de 2025

Falar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige sensibilidade, responsabilidade e, acima de tudo, informação de qualidade. Mais do que entender o diagnóstico, é necessário definir o papel de cada um no processo: pais, escola, terapeutas e médicos. Todos são parte fundamental na construção de uma trajetória mais leve e efetiva para a criança.


Isso significa compreender os tratamentos disponíveis, lidar com os desafios em diferentes fases da vida, acolher com empatia e, principalmente, orientar as famílias com ética e comprometimento — afinal, elas depositam confiança em cada passo do processo.


Afinal, o que é o TEA?


Muitas pessoas ainda acreditam, de forma equivocada, que o autismo é uma doença com possibilidade de cura. Esse tipo de pensamento leva algumas famílias a buscarem uma solução mágica, como se existisse um remédio milagroso. Mas é importante deixar claro:

O autismo não tem cura.

Contudo, isso não significa estagnação ou ausência de evolução. Existem diferentes caminhos de desenvolvimento dentro do espectro, e os sinais e sintomas podem ser significativamente reduzidos com acompanhamento adequado, permitindo mais qualidade de vida e autonomia ao longo do tempo (Ribeiro, 2021).


TEA: O que a ciência já sabe?


O Transtorno do Espectro Autista é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento com base genética. Segundo estudos recentes, ele apresenta:


  • Alta herdabilidade genética, com contribuição significativa de genes herdados dos pais (Geschwind, 2009);

  • Influência de fatores ambientais, principalmente durante a gestação e os primeiros anos de vida (Tick et al., 2016).


Como é feito o diagnóstico? De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5 (APA, 2013), as principais características do TEA incluem:


  • Prejuízos persistentes na comunicação e na interação social em diversos contextos;

  • Padrões repetitivos e restritos de comportamento, interesses ou atividades;

  • Os sintomas devem estar presentes desde os primeiros anos do desenvolvimento;

  • Devem causar prejuízos significativos no funcionamento social, escolar, profissional ou em outras áreas importantes da vida;

  • Não são melhor explicados por deficiência intelectual isolada ou atraso global do desenvolvimento.


Referências de estudo:


  • APA – American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5, 2013.

  • Geschwind, D. H. (2009). Advances in autism genetics: on the threshold of a new neurobiology. Nature Reviews Genetics.

  • Tick, B., Bolton, P., Happé, F., Rutter, M., & Rijsdijk, F. (2016). Heritability of autism spectrum disorders: a meta‐analysis of twin studies. Journal of Child Psychology and Psychiatry.

  • Ribeiro, M. (2021). Transtorno do Espectro Autista: conceitos e práticas clínicas. São Paulo: Artesã.

 
 
 

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